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5 de outubro de 2008
Operação Fangio
Postado por Capelli às 23:23

Em 2 de outubro passado, completaram-se 50 anos de um dos mais inusitados acontecimentos da história do automobilismo: o seqüestro de Juan Manuel Fangio, organizado por guerrilheiros cubanos.

O misterioso Monocromático, do excelente blog Histórias da Fórmula 1, relembrou esta história semana passada, com um ótimo texto que reproduzo aqui. Vale cada linha.


"Esses são meus amigos, os seqüestradores."

Há 50 anos ocorreu um dos fatos mais insólitos na história dos Grandes Prêmios. Em fevereiro de 1958 seria disputado o segundo Grande Prêmio de Cuba, na capital Havana, prova extra-campeonato que contava com pilotos e carros do Campeonato Mundial de Fórmula 1. A presença mais ilustre era a do já pentacampeão mundial Juan Manuel Fangio, convidado pela organização da prova.

O Grande Prêmio de Cuba havia sido planejado pelo ditador Fulgêncio Batista, à época enfrentando problemas com a guerrilha baseada em Sierra Maestra, o Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro, para tentar aumentar o prestígio do seu regime, e, com alguma sorte, atrair as atenções de possíveis aliados para os problemas internos da ilha. Juan Manuel Fangio se tornou, involuntariamente, uma peça chave nos esquemas do ditador... e dos guerrilheiros.

Na noite anterior ao Grande Prêmio, Fangio se reunia com seus mecânicos no saguão do Hotel Lincoln, e estava confiante na vitória no dia seguinte. De repente, um homem armado com uma pistola 45 mm irrompeu, apontando a arma para Fangio e dizendo: "Desculpe Juan, mas terá que me acompanhar." Era um membro do Movimento 26 de Julho. Todos permaneceram imóveis. O piloto Alejandro D'Tomaso, que estava presente, fez um breve movimento com as mãos, ao que o seqüestrador respondeu aos berros: "Cuidado, se mexer eu atiro! Outro movimento e os mato!" Fangio, no entanto, parecia tranquilo, e não resistiu (de princípio, pensava ser um trote do seu empresário, que estava presente). O homem armado, com a arma apontada para suas costas, o levou para fora do hotel até a esquina, onde um carro os esperava.

Após uma hora escondido no chão do carro, Fangio chegou ao lugar que supunha ser o cativeiro. Entrou em uma casa por uma escada de incêndio. Em um quarto, uma mulher com um filho, em outro, um homem ferido. Os homens saíram, deixando dois companheiros de guarda do argentino. Momentos depois, o levaram novamente a um novo veículo, que o conduziu, de olhos vendados, até uma casa num bairro nobre de Havana. Ali havia muita gente festejando o sucesso da operação. Alguns pediam autógrafos. E El Chueco, amigável, chegou a reclamar que não havia jantado ainda.

Aliás, um ato de terrorismo logo se transformou numa das lembranças mais agradáveis da carreira de Fangio. Embora El Chueco nunca se definisse politicamente, na ocasião simpatizava com movimentos de esquerda e sabia da situação ruim que a ilha vivia desde o golpe de Batista em 1952. Naquela noite, a dona da casa lhe serviu batatas fritas com ovos, que ele comeu com gosto. Na manhã seguinte, o revolucionário Faustino Perez, um dos mentores de toda a operação, lhe trouxe os jornais, e atendeu imediatamente o pedido do argentino de que avisasse a sua família sobre o ocorrido. Ele apenas se recusou a assistir a corrida pela TV. O circuito, montado na parte costeira da capital, possuía um salto numa reta que fazia seu Maserati 450S quase se desmanchar ao tocar o solo. A corrida foi interrompida por causa de um acidente com dois carros (6 pessoas morreram, 40 feridas), e Fangio, depois, pensou que o destino lhe enviara os seqüestradores para poupá-lo dos perigos do percurso. "Senhores, vocês me fizeram um favor", disse aos raptores.

O objetivo do grupo era manter Juan Manuel Fangio em cativeiro até o término da corrida. Terminado o prazo, pensaram em como fazer isso sem correr riscos, pois uma morte acidental de Fangio num tiroteio (ou até se fosse assassinado por homens do ditador) faria muito mal à imagem do Movimento. Então Fangio sugeriu que o levassem até a embaixada argentina (cujo embaixador era primo de Che Guevara). Ao ser deixado lá por uma mulher e dois jovens, Fangio, sorridente, os anunciou: "esses são meus amigos, os seqüestradores", e obteve garantias de que nenhum mal seria feito a eles naquele local. Foram 26 horas de cativeiro.

Do dia para a noite, Fangio se tornou muito popular nos Estados Unidos, que acompanhavam com apreensão os acontecimentos em Cuba (estranhamente, Fidel Castro era uma figura bastante popular entre os jovens americanos, antes de firmar acordos bélicos com a União Soviética). O argentino notou, posteriormente, que "depois de 5 vezes campeão mundial, de ter vencido em Sebring, foi o seqüestro em Cuba que me fez popular nos Estados Unidos".

Os revolucionários venceram esse jogo, pois Fangio se tornou uma espécie de embaixador do movimento ao mostrar para a imprensa de todo o mundo que o seu seqüestro não foi algo tão hediondo, e que as intenções dos revoltosos eram boas. A repercussão foi positiva para o Movimento 26 de Julho.

Seu envolvimento com a Revolução não acabou ali. Ainda naquele ano, intercedeu ao general Miranda para que o rapaz que o raptara no hotel, então preso, não fosse maltratado. Quando Fidel Castro assumiu o poder, enviou um convite a Fangio para uma visita a Havana, que ele não pôde atender. No aniversário de 25 anos da Revolução, o argentino recebeu um telegrama de Fidel com saudações de "seus amigos, os seqüestradores", recordando que "mais do que um seqüestro e detenção patriótica, serviu, junto com sua novre atitude e justa compreensão, à causa de nosso povo, que sente por você grande simpatia, e em nome da qual o saudamos por um quarto de século." Recebeu uma carta semelhante do governo cubano na ocasião do seu 80º aniversário, novamente remetida pelos "seus amigos, os seqüestradores".

Hoje, na entrada do Hotel Lincoln, há uma placa de bronze, onde se lê: "Na noite de 24-2-58, neste mesmo lugar, foi seqüestrado pelo comando do Movimento 26 de Julho, dirigido por Oscar Lucero, o cinco vezes campeão mundial de automobilismo Juan Manuel Fangio. Ele significou um duro golpe propagandístico contra a tirania batistiana e um importante estímulo para as forças revolucionárias.

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28 de setembro de 2008
800º GP: Alonso entra para a história
Postado por Capelli às 12:22

Não bastasse ter ganho o primeiro GP noturno da história da Fórmula 1, Fernando Alonso colocou-se também no hall dos vencedores das corridas centenárias da categoria. O GP de Cingapura foi a 800ª prova válida pelo Mundial de F1, e com tal conquista o espanhol juntou-se a outros grandes nomes como Jackie Stewart, Nelson Piquet, Niki Lauda e Stirling Moss.

Curiosamente, a Ferrari, maior vencedora da F1, continua sem ter chegando em primeiro em um GP redondo.

Confira um pouco da história dos GPs centenários e, abaixo, a lista de vencedores:

100º GP - Alemanha/1961: Stirling Moss, Lotus
200º GP - Mônaco/1971: Jackie Stewart, Tyrrell
300º GP - África do Sul/1978: Ronnie Peterson, Lotus
400º GP - Áustria/1984: Niki Lauda, McLaren
500º GP - Austrália/1990: Nelson Piquet, Benetton
600º GP - Argentina/1997: Jacques Villeneuve, Williams
700º GP - Brasil/2003: Giancarlo Fisichella, Jordan
800º GP - Cingapura/2008: Fernando Alonso, Renault

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24 de setembro de 2008
Cingapura, 800
Postado por Capelli às 23:50
O GP de Cingapura, no próximo domingo, entrará para a história não somente por ser a primeira corrida noturna da Fórmula 1, mas também por representar a corrida de número 800 da categoria.

É a primeira vez que uma prova centenária acontece numa estréia de Grande Prêmio, o que torna a etapa cingapuriana ainda mais especial. A Ferrari, por exemplo, busca quebrar um tabu. Maior vencedora da categoria, ainda não conseguiu triunfar em uma corrida centenária. Que tal uma rápida relembrada nos outros GPs centenários da história da Fórmula 1?


GP nº 100 - Alemanha/1961
Vencedor: Stirling Moss, Lotus



Numa temporada amplamente dominada pela Ferrari, Stirling Moss, de Lotus, quebrou a série de quatro vitórias rossas com uma exuberante exibição no inferno verde do antigo Nürburgring-Nordschleife. Saltou de terceiro para primeiro logo na primeira volta, depois de um acidente de Jack Brabham, dominando a corrida de ponta a ponta. Seria a última vitória da carreira do "campeão sem título".


GP nº 200 - Mônaco/1971
Vencedor: Jackie Stewart, Tyrrell



Terceira etapa da temporada, marcou a segunda vitória de Jackie Stewart e da Tyrrell no ano, que iniciava a disparada para seu segundo título mundial. O escocês foi amplamente dominante, marcando pole, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida. O pódio foi completado por Ronnie Peterson, segundo, e Jacky Ickx, terceiro.


GP nº 300 - África do Sul/1978
Vencedor: Ronnie Peterson, Lotus



Numa corrida movimentada e cheia de alternativas em Kyalami, Ronnie Peterson chegou em primeiro depois de largar em 11º, galgando posições com uma seqüência sensacional de ultrapassagens. A grande surpresa da prova foi a Arrows de Riccardo Patrese. Era apenas a segunda corrida da equipe e o então jovem italiano liderou boa parte da prova, abandonando com seu motor estourado a apenas 15 voltas do fim. Peterson vinha em segundo na abertura da última volta, até que o líder Patrick Depailler, da Tyrrell, foi atrapalhado pelo retardatário Hector Rebaque. O sueco encostou e forçou a ultrapassagem, dividindo diversas curvas com o francês, até assumir definitivamente a liderança a poucos metros do fim.


GP nº 400 - Áustria/1984
Vencedor: Niki Lauda, McLaren



Na reta final do campeonato, vitória providencial de Niki Lauda em casa, roubando do francês Alain Prost a liderança do mundial. O austríaco largou mal, em quarto, mas foi beneficiado pela quebra do motor da Lotus de Elio de Angelis e pela rodada de Prost no óleo deixado pelo italiano. Em segundo, saiu à caça do líder Nelson Piquet até ultrapassá-lo a 12 voltas do fim. O brasileiro chegou em segundo, com Michele Alboreto em terceiro. Quatro corridas depois, Lauda terminaria o ano como campeão.


GP nº 500 - Austrália/1990
Vencedor: Nelson Piquet, Benetton



Deu zebra na etapa de encerramento do campeonato, em Adelaide. Nelson Piquet, brilhante a bordo de uma limitada Benetton, venceu uma das corridas mais emocionantes da temporada de 1990. Ayrton Senna, campeão antecipado, liderava a corrida com folga até ficar sem freios, bater e abandonar. Sem trocar pneus, Piquet assumiu a liderança e resistiu bravamente aos ataques da Ferrari de Nigel Mansell. Na última volta, no hairpin do final da grande reta, fechou a porta para o atrevido inglês, numa manobra ousada que por pouco não eliminou ambos da corrida. Foi recompensado com uma grande vitória. Mesmo assim, Mansell terminou em segundo, com Alain Prost completando o pódio.


GP nº 600 - Argentina/1997
Vencedor: Jacques Villeneuve, Williams



O GP da Argentina começou confuso, com um acidente entre Rubens Barrichello e Michael Schumacher na primeira curva, que eliminou ambos da disputa. Após uma entrada do Safety Car, Jacques Villeneuve manteve a ponta, seguido de perto pela surpreendente Prost de Olivier Panis. O francês, no entanto, teve problemas elétricos e precisou abandonar, deixando o caminho livre para o canadense da Williams. Mas Villeneuve não teve vida fácil. Com problemas em um de seus jogos de pneus, foi obrigado a um pit stop extra e perdeu toda a vantagem que tinha sobre a Ferrari de Eddie Irvine. O filho do eterno Gilles precisou resistir a uma intensa pressão do norte-irlandês nas últimas voltas para confirmar sua segunda vitória na temporada. Ralf Schumacher subiu ao pódio pela primeira vez, em terceiro com a Jordan.


GP nº 700 - Brasil/2003
Vencedor: Giancarlo Fisichella, Jordan



Um dos mais doidos GPs do Brasil da história. A chuva torrencial que caiu em Interlagos formou um verdadeiro rio na curva do sol, provocando acidentes e eliminando diversos pilotos, entre eles os favoritos Michael Schumacher e Juan-Pablo Montoya. A pista foi secando e Rubens Barrichello pulou para primeiro. Tudo indicava que sua primeira vitória no GP do Brasil finalmente viria, até que sua Ferrari começou a se arrastar na pista. O motivo? Pane seca. David Coulthard liderava e parou nos boxes para um pit stop, entregando a liderança temporariamente a Kimi Raikkonen. Mas o finlandês errou uma freada e foi surpreendido pela Jordan de Giancarlo Fisichella, que preparava-se para um pit stop e assumiu a ponta. Tudo isso praticamente no mesmo momento em que Mark Webber bateu na curva do Café. Fernando Alonso não conseguiu desviar dos destroços da Jaguar e bateu no mesmo local, espalhando muita sujeira pela pista e obrigando a direção de prova a encerrar a corrida 17 voltas antes do previsto.

Tal encerramento gerou muita confusão. A Jordan comemorava como vencedora da corrida, já que a bandeira vermelha fora apresentada após Fisichella ter cruzado a linha de chegada em primeiro pela segunda vez. Assim, mesmo que valendo o resultado da passagem anterior, o italiano teria conquistado sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas a direção de prova entendeu que a bandeira vermelha tinha sido mostrada antes de Fisichella cruzar a linha pela segunda vez, aclamando Kimi Raikkonen como o vencedor.

Dias depois, no entanto, surgiu um vídeo que provava que a bandeira vermelha só fora estendida após a passagem do italiano. A FIA reconheceu o erro e, quinze dias depois, organizou uma constrangida cerimônia em Imola para que Raikkonen entregasse o troféu da vitória a Fisichella. Foi a última conquista da simpática Jordan na Fórmula 1.

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17 de setembro de 2008
Intervalo Comercial: Refrigerante Kas
Postado por Capelli às 21:09
Jim Clark, em 1966, anunciando o refrigerante espanhol Kas. A raridade só poderia ter vindo do Mestre Ico.


A propósito, alguém lembra que a Pepsi lançou o Kas no Brasil nos anos 90, nos sabores guaraná com maracujá, guaraná com acerola e guaraná com pêssego? Não vingou.

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15 de setembro de 2008
Pergunte ao Capelli: Vencedores por temporada
Postado por Capelli às 23:33
"Capelli, com a vitória do Vettel em Monza, 6 pilotos diferentes já venceram nessa temporada. Gostaria de saber qual foi a temporada em que mais pilotos diferentes venceram e a que teve menos vencedores distintos." - Gabriel Fabiano e Ulisses Oliveira

Gabriel e Ulisses, seis vencedores ou mais numa temporada não chega a ser algo muito incomum. Em 2003, por exemplo, houve oito vitoriosos distintos. O recorde absoluto - e que dificilmente será batido - foi atingido em 1982, uma temporada totalmente atípica na qual ninguém conseguiu mais que duas vitórias e que fez 11 diferentes vencedores: Alain Prost, John Watson, Didier Pironi, Niki Lauda, René Arnoux, Riccardo Patrese, Nelson Piquet, Patrick Tambay, Elio de Angelis, Keke Rosberg e Michele Alboreto.

Já o recorde de menos pilotos subindo ao alto do pódio num mesmo ano aconteceu três vezes, quando apenas três pilotos conseguiram vitórias: 1950 (Giuseppe Farina, Juan Manuel Fangio e Johnnie Parsons), 1952 (Alberto Ascari, Piero Taruffi e Troy Ruttman) e 1988 (Ayrton Senna, Alain Prost e Gerhard Berger).

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14 de setembro de 2008
Toro Rosso faz história em Monza
Postado por Capelli às 12:06

Não bastasse o fato de ter-se tornado a primeira equipe a vencer uma corrida com um motor Ferrari que não a própria Ferrari, a Toro Rosso atingiu outra marca impressionante no GP da Itália. É a primeira equipe italiana, fora a Ferrari, a vencer em Monza em mais de 50 anos.

A última vez em que um carro italiano não-Ferrari venceu no lendário circuito foi em 1956, quando Stirling Moss chegou em primeiro com uma Maserati. De lá para cá, aconteceram outras 50 corridas em Monza, com 30 vitórias de carros britânicos (Benetton, Brabham, BRM, Cooper, Lotus, March, McLaren, Vanwall e Williams), 15 italianos (Ferrari), 3 franceses (Matra e Renault), 1 japonês (Honda) e 1 irlandês (Jordan).

Além disso, desde 1997 não se ouvia o hino italiano no pódio para uma equipe que não a Ferrari. A última ocorrência fora no GP da Alemanha de 1997, quando Gerhard Berger venceu com a Benetton.

Aliás, cabe aqui um esclarecimento. Nascida da britânica Toleman, a Benetton sempre competiu como originária da Grã-Bretanha, de 1986 a 1995. Apenas em 1996 ela transferiu seu registro para competir como italiana, embora sua fábrica ficasse em Enstone, na Inglaterra. Comprada pela Renault em 2000, converteu-se em um time francês.

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Outra vez, o pódio mais jovem da história
Postado por Capelli às 11:56

Pela segunda vez no ano, o recorde de pódio mais jovem da história da Fórmula 1 foi quebrado. No GP da Alemanha, o pódio composto por Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet e Felipe Massa teve a mais baixa média de idade da história, com 24 anos, 7 meses e 1 dia.

No GP da Itália, menos de dois meses depois, Sebastian Vettel, Heikki Kovalainen e Robert Kubica atingiram uma nova marca histórica, com média de 23 anos, 11 meses e 16dias.

Dos quatro pódios mais precoces da história, três aconteceram em 2008: Alemanha, Itália e Mônaco. O terceiro do ranking é o GP da Hungria de 2003.

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Vettel destrona Alonso
Postado por Capelli às 11:36
Se em 2007 Lewis Hamilton assombrou o mundo com recordes de precocidade relacionados a performance em temporadas de estréia, agora é a vez de Sebastian Vettel, o super novato.

O alemão da Toro Rosso tornou-se, no ano passado, o piloto mais jovem a pontuar na Fórmula 1, marcando um ponto em sua prova de estréia, pela BMW, com 19 anos, 11 meses e 14 dias, quebrando o recorde de Jenson Button. Ontem, destronou Fernando Alonso como mais jovem pole position. E hoje, tornou-se o vencedor mais precoce da história da categoria, aos 21 anos, 2 meses e 11 dias. O recorde anterior também pertencia a Alonso, vencedor do GP da Hungria de 2003 aos 22 anos e 26 dias. De quebra, ainda assumiu a liderança do ranking de "subidores de pódio" mais jovens, ultrapassando novamente o espanhol.

Agora, Alonso detém apenas mais um recorde de juventude: o mais precoce campeão de todos os tempos, aos 24 anos, 1 mês e 27 dias. Vettel tem menos de três anos para superá-lo.


Vencedores mais jovens da história*
Sebastian Vettel (GP da Itália de 2008) - 21a 2m 11d
Fernando Alonso (GP da Hungria de 2003) - 22a 0m 26d
Bruce McLaren (GP dos EUA de 1959) - 22a 3m 12d
Lewis Hamilton (GP do Canadá de 2007) - 22a 5m 3d

* Sem considerar os vencedores de Indianápolis, de 1950 a 1960.

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13 de setembro de 2008
Suprema ironia
Postado por Capelli às 10:39
Me avisam Rafael Favoretto e Prblanco: a pole da Toro Rosso é a primeira de um carro com motor Ferrari, que não uma Ferrari.

A ironia? Aconteceu na Itália.

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Vettel é o pole mais jovem da história
Postado por Capelli às 10:02

A improvável pole position de Sebastian Vettel hoje em Monza, com uma Toro Rosso, fez dele o mais jovem piloto a largar em primeiro lugar na Fórmula 1, em toda a história.

O recorde anterior pertencia a Fernando Alonso, pole no GP da Malásia de 2003 com 21 anos, 7 meses e 22 dias. Vettel atinge tal feito com apenas 21 anos, 2 meses e 10 dias.

O resultado de Vettel também tem outro significado importante. É a primeira pole position de um piloto alemão desde a aposentadoria de Michael Schumacher.

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10 de setembro de 2008
Pergunte ao Capelli: Dupla de Campeões
Postado por Capelli às 23:12

"Capelli, caso o Massa seja campeão esse ano, a Ferrari vai ter nos seus cockpits dois campeões mundiais. Há quanto tempo isso não acontece? A última vez que eu lembro de ter acontecido isso foi em 89 com Senna e Prost. Estou certo?" - Oswaldo Ferreira

Oswaldo, você está certo sim. Embora seja relativamente comum lembrarmos de campeões que correram lado a lado (Prost e Lauda, Senna e Hakkinen, Piquet e Mansell, Schumacher e Piquet, Hill e Villeneuve), na grande maioria das situações um dos dois ainda não tinha conquistado títulos. Campeões dividindo uma mesma equipe é uma situação que poucas vezes aconteceu na história da Fórmula 1.

A última dupla de campeões, de fato, foi Ayrton Senna e Alain Prost, que travaram na McLaren uma guerra sem precedentes - tanto nas pistas quanto nos bastidores - em 1989, depois do brasileiro ter conquistado seu primeiro título.

Antes deles, lembro de Alain Prost e Keke Rosberg na McLaren em 1986, Emerson Fittipaldi e Dennis Hulme, também na McLaren em 1974, Jack Brabham e Dennis Hulme na Brabham em 1968 e de Graham Hill e Jim Clark na Lotus em 1967. Na Ferrari, aconteceu no começo dos tempos, com Alberto Ascari e Giuseppe Farina em 1953. Alguém lembra de outra?

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7 de setembro de 2008
14 anos depois, a história se repete
Postado por Capelli às 14:44

Spa-Francorchamps, 28 de agosto de 1994. Michael Schumacher chega em primeiro no GP da Bélgica, conquistando sua oitava vitória em 11 corridas e encaminhando seu primeiro título mundial. Mesmo sabendo que precisaria cumprir duas provas de suspensão por ter ignorado uma bandeira preta em Silverstone, a vantagem de 35 pontos que tinha sobre Damon Hill, segundo colocado na prova, era segura o suficiente para que ele voltasse para as últimas três corridas do ano com 15 pontos à frente, ainda que seu adversário vencesse na Itália e em Portugal. E poderia até viver o inusitado de ser campeão sem estar na pista, caso o inglês não conseguisse marcar mais que cinco pontos nas duas etapas.

Schumacher salta no pódio, sorri e comemora. Sai dele, vai para a coletiva, volta para o motorhome relaxado. Até que, minutos depois, um baque. Os comissários identificam que a prancha de madeira sob sua Benetton - novidade do regulamento introduzida 30 dias antes, em Hockenheim - estava com um desgaste de 1mm acima do permitido. Um milímetro. Resultado: desclassificação.

Nos boxes da Williams, comemoração. Damon Hill foi declarado vencedor da prova e viu, numa canetada, a diferença de Schumacher despencar de 35 para 21 pontos. O alemão não mais poderia ser campeão durante suas férias forçadas e mais: poderia voltar com apenas um ponto de vantagem em caso de dupla vitória do inglês. O que, de fato, terminou ocorrendo e culminou na infame decisão num acidente em Adelaide.

A decisão foi controversa, já que a Benetton tinha uma justificativa bastante plausível. Na volta 19, o alemão perdera o controle do carro e o deixara rodar, raspando a prancha de madeira por sobre a zebra. O incidente explicaria o desgaste, causado pelo imprevisto e não por uma regulagem que tivesse deixado o carro propositalmente mais baixo.

Os comissários foram rígidos e confirmaram a polêmica desclassificação de Schumacher, tal qual no caso da punição a Lewis Hamilton hoje, no mesmo GP da Bélgica. Quando Marx disse que "a história se repete como farsa", não imaginava que o dito, um dia, poderia se espelhar numa corrida de automóveis.

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5 de setembro de 2008
5 momentos em Spa
Postado por Capelli às 22:29

Spa-Francorchamps, que sedia o GP da Bélgica neste final de semana, é um dos poucos circuitos que resistiram ao tempo e à política Ecclestônica de construção de autódromos nababescos, cheios de curvas Mickey Mouse e imensas áreas de escape.

Com curvas longas e velozes, subidas e descidas originárias de uma estrada ligando as cidades de Spa e Francorchamps, o GP belga acontece num circuito com "C" maiúsculo. Como diz o chavão, uma pista que "separa os homens dos meninos". Não por acaso, onde mais gostavam de andar os gênios Clark, Senna e Schumacher, que lá acumularam 15 vitórias.

Historicamente, Spa rende grandes corridas. Seja por acidentes provocados pela chuva - presença constante -, seja pelas disputas que as características do traçado proporcionam. Para lembrar momentos importantes da história recente do circuito, selecionei alguns vídeos que ilustram por que Spa não é um lugar comum.

1995 - Michael Schumacher segura Damon Hill na chuva com slicks


1998 - Todos batem na largada


1999 - Villeneuve e Zonta "experimentam" a Eau Rouge nos treinos




2000 - Mika Hakkinen ultrapassa Michael Schumacher (a quatro voltas do fim)


2000 - Fisichella pisa na linha branca



Isso sem contar a troca de sopapos nos boxes entre Mansell e Senna em 1987, a quase repetição protagonizada por um enfurecido Schumacher sobree Coulthard em 1998 e a inesperada - mas não menos merecida - primeira vitória da Jordan no mesmo ano. Por essas e outras, garantia de emoções no domingo.

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29 de agosto de 2008
Phil Hill se foi
Postado por Capelli às 23:29

Campeão mundial de Fórmula 1 em 1961, Philip Hill faleceu ontem, nos Estados Unidos. Neste momento em que um dos grandes se vai, em vez de transformar isso em estatística ou preparar uma homenagem piegas, prefiro lembrar quem foi Hill. Assim, transcrevo abaixo o seu verbete na melhor enciclopédia de pilotos já editada em no Brasil, o livro "Os Grandes Pilotos de Todos os Tempos", editado pela Abril em 1974. Bom proveito.

"Hill, Philip (Phil) - Piloto americano, nascido em Miami em 1927, campeão de F1 em 1961 e vencedor, por três vezes, das 24 Horas de Le Mans e das 12 Horas de Sebring. Começou a correr muito jovem, pilotando carros MG, Jaguar e Alfa Romeo. Em 1952, comprou uma velha Ferrari e com ela participou da Carrera Panamericana, classificando-se em sexto lugar.

Em 1954, em parceria com seu amigo Paul Richard ("Richie") Ghinter, conquistou o segundo lugar na última edição da Carrera Panamericana, atrás da Ferrari da equipe oficial, dirigida por Umberto Maglioli. Seu bom desempenho nessa corrida chamou a atenção de Luigi Chinetti, representante da Ferrari nos Estados Unidos, que o indicou à fábrica de Maranello.

Em 1956 Phil Hill passou a integrar a equipe oficial da Ferrari. Nesse ano e no seguinte, disputou na categoria esporte, em dupla com pilotos famosos (Fangio, Musso, Castellotti, Gendebien, Collins e Hawthorn).

Em 1958 venceu os 1000 Km de Nürburgring, as 12 Horas de Sebring, as 24 Horas de Le Mans e estreou na F1 no GP da França, em Reims. Em setembro do mesmo ano, teve excelente desempenho no GP da Itália, em Monza, mantendo-se em segundo durante boa parte da corrida.

Uma ordem do box, porém, obrigou-o a ceder seu posto a Hawthorn, que disputava o título mundial; Hill terminou em terceiro. Isso ocorreria também no GP de Marrocos: quando perseguia o líder da corrida (Moss), teve de reduzir seu ritmo para permitir a Hawthorn obter o segundo lugar e o título mundial.

Em 1959 venceu, com Gendebien, as 12 Horas de Sebring e, na F1, classificou-se em segundo lugar nos GPs da França e da Itália, e em terceiro no da Alemanha. Conseguiu sua primeira vitória na F1 em 1960, no GP da Itála. Com Ferrari esporte, venceu os 1000 Km de Buenos Aires, em dupla com Cliff Allison. Em 1961, com duas vitórias (GP da Bélgica e da Itália) e boas colocações nos outros GPs, tornou-se o primeiro piloto norte-americano a vencer o Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula 1. Ainda em 1961 venceu, em dupla com Olivier Gendebien, as provas de Le Mans e Sebring, com uma Ferrari esporte.

Em 1962, com Gendebien, venceu de novo as 24 Horas de Le Mans e os 1000 Km de Nürburgring. No fim do ano brigou com o comendador Enzo Ferrari e deixou a equipe, junto com o engenheiro Carlo Chiti e o diretor esportivo Romolo Tavani, transferindo-se os três para a equipe ATS
(Nota do Capelli: Automobili Turismo e Sport, não a mesma ATS alemã - Auto Technisches Zubehor - que disputou a F1 nos anos 70 e 80). Com o novo carro, porém, Phil Hill não conseguiu bons resultados, terminando por abandonar os monopostos. Contudo, continuou a particiar de corridas com carros esporte. Em dupla com Pedro Rodriguez, pilotando uma Ferrari, venceu as 24 Horas de Daytona, em 1964; com Jo Bonnier, pilotando um Chaparral, os 1000 Km de Nürburgring, em 1966; e com Mike Spence, também pilotando um Chaparral, as 6 Horas de Brands Hatch, em 30 de julho de 1967, sua última vitória importante."

O verbete omite apenas uma informação importante. Hill tornou-se campeão mundial no GP da Itália de 1961, pilotando uma Ferrari, numa corrida em que não houve festa. O norte-americano disputava o título com seu companheiro de equipe, Wolfgang von Trips, que perdeu a vida na segunda volta, depois de um acidente com Jim Clark. Seu carro voou sobre o alambrado, matando também 14 espectadores. Foi o acidente mais trágico da história da F1.

PS.: Não, Phil Hill, norte-americano, não tinha parentesco com os britânicos campeões Graham e Damon Hill.

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28 de agosto de 2008
Pergunte ao Capelli: Barba, cabelo e bigode
Postado por Capelli às 23:58
"Capelli, Felipe Massa fez no domingo, como se diz, "barba, cabelo e bigode" (pole, melhor volta e vitória). Minha pergunta: que outros pilotos já conseguiram tal proeza?" - Douglas Busse, Curitiba/PR

Douglas, o "barba, cabelo e bigode", também chamado de "hat trick", não é um feito assim tão incomum. Até hoje, 41 pilotos (entre 100 que já venceram) dominaram uma corrida com tanta autoridade. Ou seja, nada de anormal.

O "hat trick" de Felipe Massa em Valência foi o terceiro de sua carreira, o que o deixou em 13º lugar na estatística dos maiores "barbeiros" (no bom sentido) da F1, empatado com Jack Brabham, John Surtees, Niki Lauda, Nelson Piquet e Fernando Alonso. Abaixo, a tradicional listinha top 10 capellesca:

Número de Hat Tricks
Michael Schumacher - 22
Jim Clark - 11
Juan Manuel Fangio - 9
Alain Prost - 8
Alberto Ascari - 7
    Ayrton Senna - 7
Nigel Mansell - 5
    Damon Hill - 5
    Mika Häkkinen - 5
10º Stirling Moss - 4
    Jackie Stewart - 4
    Jacky Ickx - 4

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24 de agosto de 2008
Felipe vence na comemoração do 100º GP
Postado por Capelli às 11:33

A vitória de Felipe Massa hoje, em Valência, teve um sabor especial para o brasileiro. Foi o GP da Europa a prova que ele escolheu para comemorar seu 100º GP da Fórmula 1.

Digo "escolheu" porque, a exemplo de Rubens Barrichello, o critério utilizado para a comemoração não é o mais correto. De fato, Felipe acumulou hoje sua 100ª participação na Fórmula 1, mas ele alinhou apenas para 99 corridas. Calçado de Michelin na equipe Sauber, o brasileiro não largou para o GP dos EUA de 2005, a famosa "corrida da vergonha", da qual apenas seis carros participaram.

A Michelin havia levado compostos errados para Indianápolis e os pneus se rasgavam com facilidade nas curvas inclinadas do traçado norte-americano. Após muita briga com a FIA, a fábrica francesa não foi autorizada a trazer da Europa novos compostos e aconselhou suas equipes que não participassem da corrida. Assim, apenas três times (Ferrari, Jordan e Minardi), clientes da Bridgestone, alinharam para a largada.

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21 de agosto de 2008
Bridgestone 200
Postado por Capelli às 13:03

A Bridgestone comemora, neste final de semana em Valência, sua 200ª participação em Grandes Prêmios na Fórmula 1.

Presente de forma oficial na categoria desde 1997, a fábrica japonesa não contabiliza em seus cálculos duas participações que fez em 1976 e 1977, equipando pilotos nipônicos inscritos como independentes nos GPs do Japão.

Para efeitos estatísticos, a Bridgestone já tem 201 participações e é a quarta fábrica mais presente até hoje na Fórmula 1. Ainda este ano, ultrapassará a Pirelli e passará a ser a terceira, atrás apenas da Goodyear e da Michelin.

Confira abaixo as marcas que já participaram da F1:

Goodyear - 495 GPs (1960 / 1965-1998)
Michelin - 215 GPs (1977-1984 / 2001-2006)
Pirelli - 203 GPs (1950-1959 / 1981-1986 / 1989-1991)
Bridgestone - 201 GPs (1976-1977 / 1997-)
Firestone - 121 GPs (1950-1960 / 1966-1975)
Dunlop - 120 GPs (1958-1970 / 1976-1977)
Englebert - 32 GPs (1950 - 1954/1957)
Avon - 22 GPs (1958 / 1981-1982)
Continental - 13 GPs (1954-1955 / 1958)

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18 de agosto de 2008
Pergunte ao Capelli: Famílias nas pistas
Postado por Capelli às 22:26

"Capelli, gostaria de saber quantas famílias, como os Fittipaldi, já participaram da F1." - Renato Almeida

Renato, descontando as participações dos norte-americanos em Indianápolis nos anos 50, 20 famílias já tiveram mais de um piloto na Fórmula 1. Algumas, com até três. Confira abaixo a listagem das famílias, com os relativos anos de atividade de cada membro.

Família Whitehead (Grã-Bretanha)
- Peter Whitehead: 1950-1954
- Graham Whitehead (irmão): 1952

Família Pilette (Bélgica)
- André Pilette: 1951-1964
- Teddy Pilette (filho): 1974-1977

Família Stuck (Alemanha)
- Hans von Stuck: 1951-1953
- Hans-Joachim Stuck (filho): 1974-1979

Família Parnell (Grã-Bretanha)
- Reg Parnell: 1950-1954
- Tim Parnell (filho): 1959-1963

Família Stewart (Grã-Bretanha)
- Jimmy Stewart: 1953
- Jackie Stewart (irmão): 1965-1973

Família Rodriguez (México)
- Ricardo Rodriguez: 1961-1962
- Pedro Rodriguez (irmão): 1963-1971

Família Scheckter (África do Sul)
- Jody Scheckter: 1972-1980
- Ian Scheckter (irmão): 1974-1977

Família Schlesser (França)
- Jo Schlesser: 1968
- Jean-Louis Schlesser (sobrinho): 1983-1988

Família Brabham (Austrália)
- Jack Brabham: 1955-1970
- Gary Brabham (filho): 1990
- David Brabham (filho): 1990-1994

Família Brambilla (Itália)
- Ernesto Brambilla: 1963-1969
- Vittorio Brambilla (irmão): 1974-1980

Família Fittipaldi (Brasil)
- Emerson Fittipaldi: 1970-1980
- Wilson Fittipaldi Jr. (irmão): 1972-1975
- Christian Fittipaldi (sobrinho): 1992-1994

Família Fabi (Itália)
- Teo Fabi: 1982-1987
- Corrado Fabi (irmão): 1983-1984

Família Hill (Grã-Bretanha)
- Graham Hill: 1958-1975
- Damon Hill (filho): 1992-1999

Família Andretti (EUA)
- Mario Andretti: 1968-1982
- Michael Andretti (filho): 1993

Família Villeneuve (Canadá)
- Gilles Villeneuve: 1977-1982
- Jacques Villeneuve Sr. (irmão): 1981-1983
- Jacques Villeneuve (filho): 1996-2006

Família Schumacher (Alemanha)
- Michael Schumacher: 1991-2006
- Ralf Schumacher (irmão): 1997-2007

Família Rosberg (Finlândia/Alemanha)
- Keke Rosberg: 1978-1986
- Nico Rosberg (filho): 2006-

Família Winkelhock (Alemanha)
- Manfred Winkelhock: 1980-1985
- Joachim Winkelhock (irmão): 1989
- Markus Winkelhock (filho): 2007

Família Nakajima (Japão)
- Satoru Nakajima: 1987-1991
- Kazuki Nakajima (filho): 2007-

Família Piquet (Brasil)
- Nelson Piquet: 1978-1991
- Nelsinho Piquet (filho): 2008-

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5 de agosto de 2008
O choro é livre
Postado por Capelli às 12:25

O destino foi cruel com Felipe Massa ao final do GP da Hungria, tirando de suas mãos uma vitória certa a apenas três voltas do fim. A reação do piloto, de profunda decepção e incredulidade, foi captada pelas câmeras do autódromo. A transmissão, contudo, não exibiu a cena mais tocante, testemunhada apenas por quem estava no pit lane de Hungaroring: as lágrimas do piloto, chorando copiosamente dentro do capacete.

Mas o choro de Felipe não é inédito, nem desabonante. Nos últimos anos, em pelo menos três ocasiões pilotos transformaram sua decepções em lágrimas, diante dos olhos do mundo todo.

Em 1999, Mika Hakkinen liderava o GP da Itália e caminhava firme rumo ao bicampeonato mundial. Até que errou na Variante del Rettifilo ao colocar o motor em ponto morto sem querer, saiu rodando e deu adeus à corrida. O finlandês saiu do carro furioso, jogou o volante longe, mas depois escondeu-se atrás de arbustos para chorar. A câmera do helicóptero flagrou a cena, assim como fotógrafos que estavam próximos. Hakkinen buscou certa privacidade, sem sucesso. No entanto, reuniu forças para recuperar-se e terminou o ano como bicampeão.

Na mesma temporada, logo na corrida seguinte, Luca Badoer protagonizou outra imagem tocante. O italiano vinha num honroso quarto lugar com uma Minardi, pior carro daquela temporada, no GP da Europa. A 13 voltas do fim, seu motor quebrou. Badoer desceu do carro e pôs-se a chorar, sabendo que tinha acabado de perder o melhor resultado de sua carreira. O italiano encerrou sua participação como piloto titular na F1 ao final daquele ano e levou consigo uma marca bastante negativa. É, até hoje, quem mais GPs disputou - 48 - sem obter sequer um ponto.

No ano passado, Sebastian Vettel foi o chorão da vez. Era terceiro colocado com a Toro Rosso no dilúvio do Monte Fuji, até que distraiu-se após uma travada do líder Lewis Hamilton durante um período de Safety Car. Acertou a traseira de Mark Webber, segundo colocado, eliminando ambos da corrida. Recolheu seu carro aos boxes e desabou em lágrimas. Mas a reação veio rápido. Na prova seguinte, na China, chegou num brilhante quarto lugar.

Resta saber como Felipe Massa lidará com tal frustração. Se tiver o mesmo espírito de Hakkinen e Vettel, dará a volta por cima e rumará ao título mundial. Se deixar-se abater, corre o risco de ter visto passivamente o bonde do sucesso passar, tal qual ocorreu com Badoer.

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3 de agosto de 2008
Vencedor nº 100
Postado por Capelli às 18:45

Passei batido por essa, mas felizmente o Alexandre Queiros e o Newton me alertaram a tempo. Com a vitória de hoje na Hungria, Heikki Kovalainen passou a ser o 100º piloto a vencer um GP de Fórmula 1 na história, o quarto finlandês.

Curioso para conhecer a lista dos 100 vencedores? Então lá vai, agrupados por país, para não ficar uma lista gigante.


Nº de vencedores por país

19 - Grã Bretanha
Brooks, Button, Clark, Collins, Coulthard, Gethin, D. Hill, G. Hill, Hamilton, Hawthorn, Herbert, Hunt, Ireland, Irvine, Mansell, Moss, Stewart, Surtees, Watson
15 - Estados Unidos
Andretti, Bryan, Flaherty, Ginther, Gurney, Hanks, P. Hill, Parsons, Rathmann, Revson, Ruttman, Sweikert, Vukovich, Wallard, Ward
15 - Itália
Alboreto, Ascari, Baghetti, Bandini, Brambilla, De Angelis, Fagioli, Farina, Fisichella, Musso, Nannini, Patrese, Scarfiotti, Taruffi, Trulli
12 - França
Alesi, Arnoux, Beltoise, Cevert, Depailler, Jabouille, Laffite, Panis, Pironi, Prost, Tambay, Trintignant
6 - Brasil
Barrichello, E. Fittipaldi, Massa, Pace, Piquet, Senna
5 - Alemanha
Frentzen, Mass, M. Schumacher, R. Schumacher, Von Trips
4 - Finlândia
Hakkinen, Kovalainen, Raikkonen, Rosberg
3 - Argentina
Fangio, González, Reutemann
3 - Áustria
Berger, Lauda, Rindt
3 - Suécia
Bonnier, Nilsson, Peterson
2 - Austrália
Brabham, Jones
2 - Bélgica
Boutsen, Ickx
2 - Canadá
G. Villeneuve, J. Villeneuve
2 - Nova Zelândia
Hulme, McLaren
2 - Suíça
Regazzoni, Siffert
1 - África do Sul
Scheckter
1 - Colômbia
Montoya
1 - Espanha
Alonso
1 - México
Rodriguez
1 - Polônia
Kubica

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