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4 de maio de 2008
Cadê a brita que estava aqui?
Postado por Capelli às 12:24

Ótima observação enviada pelo Willian Freitas. Durante a largada do GP da Espanha, ele deu falta da caixa de brita da primeira curva do circuito de Montmeló, aquela mesma na qual Fernando Alonso foi parar depois do entrevero com Felipe Massa na corrida do ano passado.

É fato que a caixa de brita foi substituída por uma faixa de asfalto, mas nem de longe isso significa algum tipo de patriotada para favorecer Alonso. O caso é que a FIA vem estimulando cada vez mais a substituição da brita por asfalto nos autódromos. Com a eficiência dos freios atuais da Fórmula 1, a desaceleração pelo atrito com o asfalto, somada ao uso dos freios pelo piloto, garante um impacto bem menor nas barreiras de pneus ou muretas. E, ainda, não trazem o perigo de capotagem que a caixa de brita traz, fazendo o carro pular pra todo lado.

Por fim, os escapes de asfalto ainda têm a vantagem de permitir pintura de patrocinadores. A organização do GP e a Telefonica agradecem.

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2 de maio de 2008
Acidente de Kovalainen - novos ângulos
Postado por Capelli às 13:47
Já estão disponíveis no Youtube novos ângulos do forte acidente de Heikki Kovalainen no GP da Espanha, em imagens feitas por torcedores na arquibancada.

No vídeo abaixo, um flagrante muito bom do impacto:


Este outro vídeo mostra o resgate ao piloto, devidamente evitado pela transmissão oficial da corrida. Nele, percebe-se mais problemas no atendimento, que foi criticado não só por jornalistas, mas também por Stephen Olvey, médico oficial da FIA. O vídeo é longo, mas vale acompanhar os minutos finais, quando a ambulância atola na caixa de brita.


Felizmente, estes minutos de atraso da ambulância não tiveram impacto na recuperação de Kovalainen.

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28 de abril de 2008
Os confusos números de Barrichello
Postado por Capelli às 22:34

Rubens Barrichello escolheu o GP da Turquia, daqui a duas semanas, para comemorar a quebra do recorde de 256 GPs disputados, que pertence ao italiano Riccardo Patrese. Digo "escolheu" porque, na prática, ele não atingirá tal marca em Istambul, segundo os critérios estatísticos mais adequados.

O brasileiro já esteve presente em 257 finais de semana de Grande Prêmio, mas só participou de 253 corridas. Em sua própria conta, porém, ele já tem 256 GPs disputados. Por que tal discrepância?

No GP de San Marino de 1994, Barrichello bateu na sexta-feira, foi levado ao hospital e ficou impedido de correr. Esta prova ele não conta, ótimo. Mas o pomo da discórdia está em outras três corridas: GP da Bélgica de 1998 e GPs da Espanha e França de 2002. Tudo por que, nestas ocasiões, ele não estava presente no grid quando a largada oficial foi dada.

Na Bélgica, ele até largou uma vez. Foi aquela carambola histórica e, com o caos instaurado, a direção de prova anulou a partida. Uma nova largada foi dada, sem Barrichello, cuja Stewart estava destruída.

Na Espanha e na França, duas ocorrências semelhantes. Na partida para a volta de apresentação, sua Ferrari ficou estancada no grid. Os mecânicos recolheram o carro para o box e Rubens Barrichello não pôde correr.

Sendo assim, tais etapas não devem ser consideradas como GPs disputados, pois o piloto não participou de nenhum trecho do Grande Prêmio. Mas, na conta de Barrichello, elas valem.

A grande incoerência, no entanto, está no uso de critérios distintos para configurar tal recorde. Se partirmos da premissa de que "conseguiu classificação para o grid, estava presente no autódromo, então vale", Barrichello terá mesmo 256 GPs. Porém, se o mesmo critério for adotado para Riccardo Patrese, ele continua sendo o recordista. O italiano teria 257 corridas no currículo, já que esteve presente no GP da Argentina de 1979, conseguiu classificação para o grid de largada, mas não alinhou por problemas mecânicos. Ou seja: não houve recorde igualado de 256 GPs na Espanha. No máximo, o recorde de 257 participações em finais de semana.

Como se vê, o piloto deve ter contratado o mesmo matemático que calculou os mil gols do Romário e os mil GPs narrados do Galvão Bueno. Confira na tabela abaixo:

Critério GPs Barrichello GPs
Patrese
Quando vem o recorde?
Participação em fim-de-semana de GP 257 257 Próxima corrida, em Istambul.
Classificação para o grid de largada 256 257 GP de Mônaco, em 25/05
GPs disputados 253 256 GP da França, em 22/06

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Equilíbrio nas poles
Postado por Capelli às 22:23

Deixei passar essa batida, mas o Leandro Alvares enviou e-mail avisando. Pela primeira vez, desde 1983, um Mundial de Fórmula 1 começa com quatro pilotos diferentes fazendo a pole position nas quatro primeiras etapas.

Se a Ferrari domina a classificação entre os pilotos e os construtores, pelo menos em algo estamos vendo um certo equilíbrio.

Para conferir o levantamento completo, visite o Stop & Go Brasil.

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27 de abril de 2008
Positivo e Negativo - Espanha
Postado por Capelli às 21:22
Positivo: Lewis Hamilton. Depois de duas corridas muito ruins, andou muito bem na Espanha e voltou a ser o piloto de ponta da temporada passada.

Negativo: Nelsinho Piquet. Embora tenha feito bons treinos na sexta e tenha conseguido sua melhor posição no grid, jogou tudo por terra com uma corrida desastrosa.

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Acidente de Kovalainen
Postado por Capelli às 12:36
Impressionantes as imagens do vídeo da pancada de Heikki Kovalainen hoje, em Montmeló.


O modo como o carro saiu reto e ficou soterrado sob os pneus, me lembrou outros dois acidentes em particular. Luciano Burti em Spa 2001 e Lewis Hamilton em Nürburgring, no ano passado.

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Rapidinhas - GP da Espanha
Postado por Capelli às 11:11

- Em corrida monótona, como de hábito na Espanha, Raikkonen venceu com tranqüilidade. Largou na frente, era o mais rápido da pista e não sofreu qualquer ameaça o tempo inteiro. A Ferrari sobra em 2008.

- Felipe também não teve muitas dificuldades pra chegar em segundo, muito por sua ótima largada, ultrapassando Alonso. Tivesse contornado a primeira curva em terceiro, teria a vida complicada.

- Lewis Hamilton, o terceiro, também fez uma ótima largada, saltando à frente de Kubica. Com isso, praticamente garantiu o terceiro posto desde o começo, já que todos sabiam que Alonso não tardaria a parar nos boxes.

- A McLaren mostrou hoje que, em ritmo de corrida, está junto da BMW como segunda melhor equipe. Mas a Ferrari não sofre ameaça nenhuma.

- Assustador o acidente de Heikki Kovalainen, passando reto em alta velocidade depois de ter um pneu furado e ficando soterrado na barreira de pneus. Preocupante também a demora no resgate, que levou quatro minutos para conseguir içar o carro do local. Tivesse Kovalainen sofrido uma parada respiratória ou o carro sido incendiado, tal demora poderia ter sido fatal. Felizmente, nada de grave aconteceu. apesar da desaceleração foi violenta.

- Fernando Alonso fez o que pôde para agradar a torcida. Certamente, chegaria em quinto lugar, mas teve seu motor quebrado.

- Nelsinho Piquet foi uma decepção. Manteve a décima posição na largada, mas saiu da pista sozinho na quinta volta, caindo para 18º. Duas voltas depois, tocou rodas com Sebastien Bourdais, saiu da pista e abandonou. Já são quatro corridas e o brasileiro continua devendo.

- Rubens Barrichello, discreto, chegaria nos pontos não tivesse se tocado com Giancarlo Fisichella dentro do pit lane após seu primeiro pit stop. Uma manobra totalmente desnecessária, mas as imagens da TV não foram claras e não foi possível concluir quem forçou para cima de quem. De qualquer forma, bater no pit lane não é digno de dois dos mais experientes pilotos do grid. Jenson Button, companheiro de Barrichello na Honda, garantiu os primeiros três pontos da equipe com um ótimo sexto lugar. O brasileiro segue zerado, num jejum que já dura um ano e meio.

- Mas não são só os experientes que fazem bobagem. Sebastian Vettel anda abusando da sorte, tendo abandonado três das quatro corridas da temporada até aqui em acidentes na primeira volta. Adrian Sutil, que provocou toda a confusão, também é outro que está devendo.

- Kazuki Nakajima colocou a cabeça no lugar e fez uma corrida focada, marcando mais dois pontos para a Williams.

- Montmeló expõe, como nenhum outro traçado, a fragilidade do regulamento técnico atual da Fórmula 1. Uma corrida praticamente sem ultrapassagens e com duas imagens emblemáticas. Nick Heidfeld, de BMW, sofrendo para ultrapassar Fisichella, de Force India. Só conseguiu quando o italiano errou na entrada da reta. E David Coulthard, que era de dois a três segundos mais rápido que a Super Aguri de Takuma Sato por volta, tendo imensas dificuldades para superar o adversário. Que venham os slicks!

- Nos campeonatos, corrida para a Ferrari disparar. Entre os pilotos, Kimi abriu confortável vantagem de nove pontos para Hamilton. Felipe é o quarto, 11 pontos atrás. Entre os construtores, a Ferrari ultrapassou a BMW e já colocou logo 12 pontos de frente. Salvo alguma surpresa, será a tônica até o final da temporada.

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26 de abril de 2008
Rapidinhas da classificação - Espanha
Postado por Capelli às 10:15
- Num treino mais disputado do que se imaginava para Montmeló, Kimi Raikkonen saiu com a pole position. Surpresa, mesmo, foi o segundo lugar de Fernando Alonso.

- É muito provável que o espanhol tenha jogado para a torcida e esteja com um carro muito leve, preparado para um primeiro pit stop logo a 10 ou 12 voltas. Mesmo assim, foi um feito. É muito bom voltar a ver Alonso andando na ponta.

- Felipe Massa sai em terceiro, com grandes chances de ver sua corrida complicada por seu desafeto da Renault. Provavelmente o brasileiro tem um pouco mais de combustível, beneficiado que deve ser na estratégia por ter sido mais rápido que Raikkonen na Q2. A perda da pole até já devia ser esperada, mas Felipe certamente contava em seguir o companheiro de perto até o momento do primeiro pit stop, para então dar uma ou duas voltas rápidas e ganhar a posição nos boxes. Com Alonso entre eles, a tarefa fica bem mais difícil. Ou Massa se livra dele logo nas duas primeiras voltas, ou perde qualquer chance de vitória.

- McLaren irreconhecível. Hamilton em quinto, Kovalainen em sexto. Ao que parece, a BMW já virou segunda força. Na corrida, teremos certeza.

- Bom treino de Nelsinho Piquet, pela primeira vez classificado entre os dez primeiros. Se bobear, tem uma estratégia de combustível melhor que a de Alonso e, se andar num ritmo tão próximo do espanhol como fez nos treinos, pode até chegar na frente do companheiro bicampeão.

- Rubens Barrichello também foi uma boa surpresa na classificação, marcando um 11º posto que, como ele próprio admitiu, é melhor do que qualquer previsão mais otimista da Honda. Pode voltar a marcar pontos, quem sabe? Seria um belo prêmio na corrida escolhida para comemorar o recorde de GPs disputados, numa conta "Romariana", como bem definiu Flavio Gomes.

- A surpresa negativa foi a Williams, que fez o 12º tempo com Nakajima e o 15º para Rosberg. O japonês conseguiu sua melhor posição no grid até hoje, mas o filho do Keke andou muito mal. Freqüentador habitual da superpole, dessa vez passou longe.

- David Coulthard precisa se aposentar. Mais uma vez, caiu na primeira degola. Mais uma vez, viu seu companheiro Webber na superpole, com um ótimo sétimo lugar. Vettel na Red Bull, já.

- Davidson e Sato dividem a última fila naquela que deve ser a última corrida da Super Aguri. Uma pena.

- Palpite para amanhã: Dá Raikkonen, com Massa em segundo e Kubica em terceiro.

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25 de abril de 2008
Causos da Espanha: a estréia de Montmeló
Postado por Capelli às 23:21

Raramente, desde os anos 90, a Espanha é palco de uma grande corrida de Fórmula 1. Além de ser utilizado para testes das equipes durante toda a pré-temporada, o circuito de Montmeló praticamente não possui pontos de ultrapassagem. O resultado? Provas monótonas e previsíveis, com raros lances de emoção.

Mas nem sempre foi assim. Na estréia do circuito catalão, em 1991, a exibição foi de gala. Uma corrida que podia decidir o título, movimentada e cheia de alternativas. E, de quebra, com lances antológicos.

O GP da Espanha daquele ano era a antepenúltima prova do campeonato, disputada em setembro. Nigel Mansell e Ayrton Senna brigavam pelo título, com grande vantagem para o brasileiro. Com 24 pontos atrás na tabela, um simples abandono de Mansell definiria o campeonato a favor do piloto da McLaren. O inglês não poderia, também, chegar abaixo do terceiro lugar. E, se fosse segundo, Senna teria de chegar abaixo do quarto posto para que o título continuasse em aberto. Em resumo: para o Leão, era vencer ou vencer.

Nos treinos, Gerhard Berger marcou a pole position. Mansell foi o segundo e Senna, o terceiro. A estratégia da McLaren para a corrida era deixar Berger fazer as vezes de coelho, disparando na ponta, enquanto Senna, largando do lado limpo da pista, tentaria pular na frente de Mansell e segurar o ritmo. O inglês sempre foi instável psicologicamente e o time de Ron Dennis jogava com isso. A intenção era deixar o adversário nervoso ao perceber Berger desgarrando na frente e forçá-lo a um erro. Conhecendo Mansell, era um cenário bem provável.


Chega o dia da corrida e uma fina garoa cobre o Circuito da Catalunha desde cedo. Na hora da largada, a pista permanece úmida, fazendo com que todos saiam com pneus de chuva. Ao acender das luzes verdes, tudo ocorre tal qual o script da McLaren. Berger pula na ponta e Senna arranca muito bem, tomando o segundo lugar de Mansell. Melhor ainda: algumas curvas depois, o atrevido Michael Schumacher, em apenas sua quarta corrida de Fórmula 1, não toma conhecimento da Williams do Leão e o ultrapassa também, assumindo o terceiro posto.

Mas Nigel Mansell estava inspirado, mesmo com um tornozelo machucado depois de uma partida de futebol na sexta-feira. Manteve a calma, ficou mais uma volta atrás de Schumacher e recuperou a posição logo depois. Enquanto Senna segurava o ritmo e permitia que Berger abrisse oito segundos na frente, o inglês foi à caça. Na abertura da quinta volta, uma cena que se tornou antológica. Mansell entra na reta embutido na McLaren de Senna e tira para o lado interno para tentar a ultrapassagem. Os dois descem a reta de quase 1km do circuito lado a lado, praticamente tocando rodas, até que, na freada, o inglês leva vantagem e assume a segunda posição.


Porém, o belo lance não foi decisivo para história da corrida. Cinco voltas depois, Senna e Mansell param juntos para colocar pneus slick. A McLaren trabalhou melhor, devolvendo o brasileiro à pista na frente do inglês. As posições estavam novamente invertidas.

Berger também já havia parado e caiu para segundo, entre Senna e Mansell. Mas a McLaren preferiu não modificar sua estratégia e, na passagem seguinte, o brasileiro fez sinal no meio da reta e permitiu a ultrapassagem do companheiro, como que dizendo: "vai, coelho!".

Ayrton voltou a segurar Mansell, mas sua autosuficiência nem sempre era suficiente. Na última curva do traçado, escapou na pista molhada e ficou atravessado na área de escape. Conseguiu retornar à prova, mas encheu a pista de brita e já havia caído para a sétima posição, perdendo qualquer chance de voltar a brigar pela ponta. Seu objetivo, a partir de então, era chegar em quarto lugar, contando com uma vitória de Berger para garantir o tricampeonato mundial.


Mas Mansell não estava deixando barato e partiu para um novo ataque sobre uma McLaren, agora para assumir a liderança. A diferença, que era de apenas quatro segundos, foi caindo rapidamente. Na volta 17, o inglês coloca por dentro na curva 4, escorrega de lado, faz Berger escorregar também e consuma uma linda ultrapassagem, com os dois carros derrapando na pista ainda úmida. Schumacher tentou tirar proveito para roubar o segundo lugar do austríaco, mas perdeu o controle de sua Benetton e acabou atolado na lama.

Restavam 48 voltas para o fim e a McLaren ainda contava com uma reação de Berger, mas seu carro foi perdendo rendimento até o austríaco encostar nos boxes, com pane elétrica. O sonho do tri de Senna ficava adiado.

Dali para a frente, Nigel Mansell passou a controlar a diferença para a Ferrari de Alain Prost, que herdara o segundo posto depois do abandono de Berger e dos erros de Senna e Schumacher. Lá atrás, Senna era o terceiro e se degladiava com Riccardo Patrese e Jean Alesi, mas cedeu as duas ultrapassagens, cautela um tanto incomum em sua carreira. O brasileiro preferiu não arriscar e garantir alguns pontos, pois sabia que, qualquer que fossem, tornariam sua situação muito cômoda para ser campeão no Japão.


Depois de 65 voltas, Mansell recebe a bandeira quadriculada em primeiro lugar, numa das mais difíceis vitórias de sua carreira. Com o resultado, adia a decisão do campeonato e mantém-se vivo por pelo menos mais uma corrida. Senna cruza em quinto e passa a depender de apenas mais cinco pontos em duas provas para confirmar o título, sem depender de resultados paralelos.

Em Montmeló, Mansell foi um verdadeiro anti-Mansell, com uma rara exibição de inteligência, sangue frio e autocontrole. Escapou das armadilhas de seus adversários, mas não por muito tempo. Em Suzuka, três semanas depois, a McLaren se utilizou da mesma estratégia do GP da Espanha para bater o inglês. Berger disparou na ponta e Senna ficou em segundo, controlando o ritmo. No desespero em tentar tomar a posição, Mansell afobou-se, rodou sozinho no final da reta e entregou o campeonato para Senna. O Leão voltava a ser o Leão.

Atualização: Há ótimo um resumo da corrida, em português, no Youtube.

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23 de abril de 2008
Prima rica e prima pobre
Postado por Capelli às 22:28
O amigo Sonic posta no Fórum Downforce fotos do site Motorsport com todos os motorhomes das equipes para 2008, que estréiam em Montmeló.

Chama a atenção ver o da McLaren, o mais exuberante de todos...


E depois comparar com o da Super Aguri.


Bom, pelo menos a equipe está por lá. Se vai correr, são outros quinhentos.

Mas também chama a atenção a instalação da Force India.


Esse Mallya tem dinheiro pra gastar... Se gastar certo, pode fazer coisa boa.

Para conferir as fotos de todos os motorhomes, clique aqui.

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29 de abril de 2007
O Encontro
Postado por Capelli às 00:23
Muito boa a bola levantada pelo amigo Alex Grunwald. Já consigo até imaginar. Jornal Nacional, véspera do GP da Espanha. Carlos Gil apresenta uma matéria sobre um emocionado encontro nos boxes de Montmeló: Robinho e seu "sósia" na F1, Lewis Hamilton. Um dirá que é fã do outro, trocarão presentes, o repórter gravará um texto cheio de trocadilhos e frases de duplo sentido, perguntará obviedades e reforçará a juventude e o futuro promissor dos dois "craques".

O pior de tudo é que não é brincadeira. Certamente darão um jeito de levar o Robinho de verdade até Barcelona e promover tal encontro. Alguém duvida?

Gostaria apenas que o Merchan Neves do Pânico estivesse presente, pois assim daria um tapa na cabeça do Hamilton, bradando o bordão "Pedala, Robinho!". Seria o final que melhor traduziria a natureza da matéria. Uma grande bobagem.

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27 de abril de 2007
Mais sobre Montjuich 75
Postado por Capelli às 13:44
O blogueiro Ciro Franklin repassa a dica: um vídeo do Youtube com um resumo do GP da Espanha de 1975.


Uma corrida que tinha tudo para dar errado. E deu.

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24 de abril de 2007
GP da Espanha x Bento XVI
Postado por Capelli às 23:55
Ricardo Perrone publicou hoje em sua coluna "Painel FC", na Folha de São Paulo (exclusiva para assinantes do UOL):

"O primeiro GP após a vitória de Felipe Massa no Bahrein deverá ficar em segundo plano na Globo. A prova em Barcelona, dia 13, acontece durante a visita ao Brasil do Papa Bento 16. Boa parte da corrida deverá ser exibida numa janela no canto da tela."

Má notícia, mas faz sentido. Por ser uma concessionária pública, a Globo deve atender aos anseios de sua audiência. Em um país majoritariamente católico, é perfeitamente natural que a maior parte da audiência esteja mais interessada na missa do Papa do que no GP da Espanha. Podiam, pelo menos, negociar com Bernie Ecclestone a exibição ao vivo no Sportv. Mas duvido.

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