Sensacionais essas imagens enviadas pelo Victor Massami. Na Austrália, um torcedor entregou para Ron Dennis autografar um dossiê com projetos da Ferrari. Como resposta, conseguiu uma coisa rara: um sorriso do chefão da McLaren, que levou a brincadeira na esportiva.
Ontem fiz duas charges e enviei para o Grande Prêmio, para que uma fosse publicada. A redação escolheu a anterior, com o Kiss. Essa, abaixo, é a que sobrou. Em vez de enviá-la para a lixeira, compartilho com vocês.
Heikki Kovalainen assumiu, depois do GP da Austrália, que apertou sem querer o botão do limitador de velocidade de seu carro quando tantava retirar a sobreviseira, na abertura da última volta da corrida. O erro o fez perder a quarta posição para Fernando Alonso, logo depois de ter conseguido ultrapassá-lo.
Como na Internet nada se perde, já está disponível um vídeo da câmera on-board que ilustra o momento.
Já está no ar a Rádio GP desta semana. O assunto, como não poderia deixar de ser, é o GP da Austrália de F1. Dois blocos inteiramente dedicados à corrida, com apresentação de Flavio Gomes e comentários de Ivan Capelli, Bruno Vicaria e da estreante Evelyn Guimarães.
Com o sexto lugar obtido ontem no GP da Austrália, Kazuki Nakajima repetiu um feito de seu pai. Ambos pontuaram logo em sua segunda corrida de Fórmula 1.
No GP de San Marino de 1987, Satoru Nakajima terminou a prova em sexto, marcando o primeiro ponto de um japonês na história da Fórmula 1. Na Austrália, Kazuki repetiu o resultado mas, graças ao novo critério de classificação, levou três pontos para casa.
Outra coincidência: ambos tiveram começos tumultuados de corrida. Há 21 anos, Satoru teve uma pane elétrica e um pneu furado, sendo obrigado a largar do final do pelotão. Ontem, Kazuki envolveu-se em um toque com Anthony Davidson, teve de trocar o bico e retornou no final da fila. Nos dois casos, os pilotos foram beneficiados por diversas quebras e acidentes dos adversários para galgarem posições durante a prova.
O GP da Austrália foi tão confuso que, durante a prova, não foi possível avaliar totalmente o potencial de cada carro. Assim, publico a lista de melhores voltas da corrida que, se não permite nenhuma avaliação precisa, pelo menos passa algumas boas dicas.
1º Heikki Kovalainen - 1'27.418 2º Lewis Hamilton - 1'27.452 +0.034 3º Nick Heidfeld - 1'27.739 +0.321 4º Kimi Räikkönen - 1'27.903 +0.485 5º Nico Rosberg - 1'28.090 +0.672 6º Felipe Massa - 1'28.175 +0.757 7º Fernando Alonso - 1'28.603 +1.185 8º Rubens Barrichello - 1'28.736 +1.318 9º Robert Kubica - 1'28.753 +1.335 10º Jarno Trulli - 1'29.310 +1.892 11º David Coulthard - 1'29.502 +2.084 12º Sebastien Bourdais - 1'29.534 +2.116 13º Timo Glock - 1'29.558 + 2.140 14º Kazuki Nakajima - 1'29.639 +2.221 15º Takuma Sato - 1'30.892 +3.474 16º Nelsinho Piquet - 1'31.384 +3.966 17º Adrian Sutil - 1'32.021 +4.603 18º Sebastian Vettel - sem tempo 19º Jenson Button - sem tempo 20º Mark Webber - sem tempo 21º Giancarlo Fisichella - sem tempo 22º Anthony Davidson - sem tempo
- A McLaren sobrou mesmo; - A Ferrari não está tão mal, se considerarmos que Raikkonen e Massa tiveram poucas voltas sem tráfego durante a prova e, mesmo assim, andaram num ritmo próximo dos líderes; - A BMW é a terceira força, mas a Williams está nos calcanhares; - A Red Bull foi só fogo de palha; - O carro de Nelsinho Piquet estava mais para uma carroça; - A Honda será a grata surpresa da temporada.
A alegria genuína do encontro de dois amigos. Lewis Hamilton e Nico Rosberg, adversários e amigos desde a infância, comemoram o primeiro pódio do alemão assim que se encontram, ao final da corrida.
O GP da Austrália foi bastante promissor para Rubens Barrichello e para a Honda. O brasileiro andou quase toda a corrida na zona de pontuação e tinha o terceiro lugar no pódio praticamente garantido, até que enfrentou problemas no pit stop que o fizeram cair para o sexto lugar para ser, após o término da corrida, desclassificado.
Apesar de ter concluído a prova na zona de pontos, a desclassificação por sair dos boxes com sinal vermelho mantém vivo o maior jejum da carreira de Barrichello. Com a corrida de hoje, ele completa 18 Grandes Prêmios consecutivos sem pontuar. Seu último bom resultado foi no GP do Brasil de 2006, quando marcou dois pontos ao chegar na sétima posição.
Citei ontem a coincidência entre as estréias de Nelson e Nelsinho Piquet na Fórmula 1. Ambos conseguiram o 21º lugar no grid de largada. Hoje, na corrida de estréia, por muito pouco o filho não iguala mais uma marca do pai. Nelson Piquet abandonou o GP da Alemanha de 1978 na 31ª volta, com problemas no motor. Nelsinho chegou perto. Abandonou, também com problemas de motor, na 30ª volta.
No que depender do retrospecto dos vencedores do GP da Austrália desde que a corrida passou a ser realizada em Melbourne, Lewis Hamilton passa a ser o grande favorito ao título mundial de 2008.
Em oito das dozes vezes em que o Albert Park sediou a etapa oceânica do mundial de Fórmula 1, o vencedor do GP da Austrália terminou o ano como campeão. As únicas exceções ocorreram com David Coulthard (1997 e 2003), Eddie Irvine (1999) e Giancarlo Fisichella (2005).
Com apenas sete carros cruzando a linha de chegada, o GP da Austrália foi a corrida de Fórmula 1 com o maior número de abandonos desde 2005.
Apenas seis carros terminaram o GP dos Estados Unidos daquele ano, conhecido como "GP da vergonha". Naquele dia, entretanto, todos os demais participantes abandonaram a corrida voluntariamente na volta de apresentação, por falta de segurança dos pneus Michelin, e não por acidentes ou quebras mecânicas.
Já, em condições normais, a última vez em que menos de oito pilotos cruzaram a linha de chegada aconteceu no GP da Espanha de 1996. Naquela ocasião, apenas seis carros receberam a bandeira quadriculada, numa prova chuvosa que marcou a primeira vitória de Michael Schumacher pela Ferrari.
Positivo: O fim do controle de tração. Não tem preço ver os pilotos realmente pilotando, escorregando e trazendo os carros de volta. Demorou muito para que acontecesse.
Negativo: Ferrari. Difícil avaliar quem errou mais, se a equipe ou os pilotos. Um show de bobagens, de fazer os carros ficarem ainda mais vermelhos. De vergonha.
- Lewis Hamilton venceu com autoridade e merecimento. A McLaren sobrou e o inglês soube, como de praxe, manter a liderança sem ser ameaçado em nenhum momento. Largou de forma precisa, abriu diferença quando necessário e inicia o campeonato em ótima forma.
- A McLaren, dominante no GP, só não marcou uma dobradinha por um golpe de azar. Kovalainen, segundo, ainda não tinha feito seu segundo pit stop quando Timo Glock bateu, ocasionando a terceira entrada do Safety Car. Foi obrigado a esperar a abertura do pit lane e voltou no fim do pelotão.
- O desempenho da BMW foi convincente, embora pareça ainda não ter condições de brigar pela vitória em circunstâncias normais. Seu posto de terceira força parece garantido, embora a Williams também esteja em ótima forma.
- Uma corrida de milhões de erros para a Ferrari, tanto da equipe quanto de seus pilotos, um fim de semana para esquecer. Mas chama a atenção o fato dos dois abandonos terem ocorrido de forma idêntica, com o motor parando aos poucos. Aliás, o mesmo mal já tinha acometido o carro de Kimi Raikkonen na classificação de sábado.
- Os problemas da Ferrari, no entanto, não diminuem a responsabilidade de Felipe Massa. Errou feio na largada ao escorregar do lado sujo da pista e ir parar na barreira de pneus. Mas no toque com Coulthard, a responsabilidade pode ser, no mínimo, dividida. Naquela curva, na posição em que os carros estavam, o piloto da Red Bull não poderia ter feito o traçado de forma normal, como se não houvesse ninguém ao lado.
- Brilhante pódio de Nico Rosberg, o primeiro de sua carreira. A Williams confirmou os ótimos resultados da pré-temporada, sendo a única equipe além da McLaren a pontuar com os dois carros.
- Kazuki Nakajima, entretanto, fez a bobagem do dia ao bater na traseira de Robert Kubica, estragando a boa corrida do polonês.
- Louvável o desempenho de Rubens Barrichello. Fez excelente prova e merecia o pódio, que acabou perdendo por um problema no pit stop. Aliás, me pareceu injusta a punição com Stop & Go por causa da entrada durante o Safety Car. Pela transmissão, a impressão que passa é a de que ele já estava nos boxes quando a sinalização foi acionada.
- Lamentavelmente, o brasileiro deve ser desclassificado e perder o sexto lugar nas próximas horas por ter deixado os boxes com as luzes vermelhas acionadas. Em circunstâncias normais, teria sido um erro exclusivo dele, é obrigação do piloto cuidar a sinalização. Mas é compreensível que ele estivesse prestando mais atenção nos retrovisores, tentando entender o que acontecera quando arrancou com o carro. Para quem não viu, o “homem do pirulito” o liberou antes que o pit stop estivesse concluído. Ele arrancou com a mangueira de combustível engatada e levou com ele dois mecânicos.
- Esquisita demais a estréia de Nelsinho Piquet. Sua Renault andou sempre na rabeira e era o carro mais lento durante todo o tempo em que esteve na pista. Certamente havia algo de muito errado com o carro. Estivesse o equipamento funcionando perfeitamente, um resultado assim só seria possível se Piquet fosse um péssimo piloto. Isso a gente sabe que não é. A Renault desconfia que haja um problema no chassi.
- Já Alonso fez uma ótima reestréia na Renault. Chegou em quarto depois de uma bela briga com Kovalainen nas últimas voltas. Em muitos momentos, deu a impressão de estar andando mais que o carro. E deu resultado.
- Sebastien Bourdais foi o melhor estreante do dia, merecia muito a quarta colocação que ocupava a poucas voltas do final, até seu motor Ferrari quebrar. Seu companheiro Vettel, sensação dos treinos, largou muito mal, ficou para trás e acabou envolvido num toque logo na primeira curva. Natural, pela pouca experiência.
- Mesmo com a excelente corrida de hoje, ainda adoto uma certa cautela ao dizer que ela foi resultado da ausência do controle de tração. A falta do CT realmente influiu no acidente de Timo Glock, na rodada de Kimi Raikkonen e na briga entre Alonso e Kovalainen. Mas é bom lembrar que, volta e meia, acontecem provas assim no Albert Park. Em 2006, o GP da Austrália teve tantas alternativas quanto, e o CT lá estava.
- A abertura do mundial foi tão confusa e tão cheia de variáveis que ficou difícil avaliar o real potencial da Ferrari. O domínio da McLaren teria sido igual caso os italianos não enfrentassem tantos problemas? Respostas domingo que vem, na Malásia.
- Atenção para os próximos capítulos. Caso a McLaren volte a reinar em Sepang, virá por aí "O Escândalo das Centralinas". Vale tudo para desestabilizar o líder do campeonato, mesmo que não haja nenhum fundo de verdade.
De 1985 até 1995, em Adelaide, o GP da Austrália sempre foi a etapa de encerramento dos mundiais de Fórmula 1. Via de regra, com o título já decidido, a corrida tinha um ar festivo, de despedidas e confraternização. Mas em 1991, o clima era um pouco diferente. Embora o mundial de pilotos já estivesse definido em favor de Ayrton Senna, McLaren e Williams ainda brigavam pelo título de construtores.
A McLaren tinha 11 pontos de vantagem e uma posição levemente confortável. A Williams era obrigada a pontuar com seus dois carros para ter alguma chance de levar o caneco. No treino de classificação, no sábado, definiu-se que Ayrton Senna e Gerhard Berger dividiriam a primeira fila, seguidos pelas Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese.
Chega o domingo e um temporal desaba sobre Adelaide, uma chuva ainda mais forte do que a de 1989, que provocou uma corrida polêmica e conturbada, com brigas entre os pilotos e a direção de prova que culminaram na desistência voluntária de Alain Prost, logo na primeira volta. Em circunstâncias normais, provavelmente a largada não seria dada, mas a corrida não era normal. Em razão da disputa do título de construtores, havia muitos interesses - leia-se dinheiro - em jogo.
Não houve um protesto formal de pilotos nem ameaças de boicote desta vez. Mas, mesmo contra a vontade da maioria, a largada foi dada normalmente, lembrando que na época ainda não existia a regra do Safety Car. Senna pulou na frente, Mansell assumiu a segunda posição e passou a perseguir o brasileiro. Bastaram poucas voltas para que ficasse claro que a pista não tinha as mínimas condições. Por ser um circuito de rua, Adelaide não tinha um bom escoamento. A água batia nos muros que circundavam a pista e voltava, formando quase que uma piscina. Nessas circunstâncias, a aquaplanagem torna-se inevitável.
Em pouco tempo, já haviam rodado pilotos experientes como Gerhard Berger e Nelson Piquet. A situação começou a ficar mais grave na quinta volta, quando Mansell tirou o carro para o lado interno da longa reta para tentar ultrapassar Senna e deu de cara com a Lamborghini de Nicola Larini atravessada na pista. Do outro lado, estava também atravessada a Ferrari de Jean Alesi, fazendo com que houvesse espaço para apenas um carro passar, no meio da reta. O inglês recolheu e evitou o acidente, mas parecia claro que não havia mais a mínima condição de prosseguir com a corrida. A direção de prova, entretanto, não tomava nenhuma providência. Nem quando, na nona volta, a Minardi de Pierluigi Martini saiu descontrolada em direção ao muro, num claro sinal de aquaplanagem.
Na 14ª volta, a situação se complica muito mais. Maurício Gugelmin bate na entrada dos boxes. Uma volta depois, Gerhard Berger roda duas vezes em curvas consecutivas, ficando atolado na areia na segunda escapada. E Nigel Mansell perde o controle do carro, roda e bate no muro. Ayrton Senna começa a fazer gestos para as câmeras, quase que implorando pela interrupção da prova. E é só aí que a bandeira vermelha é apresentada.
A explicação para a decisão é simples. A FIA não queria intervir na decisão do título de construtores, ainda que isso colocasse em risco a vida dos pilotos. A partir do momento em que uma Williams estava fora de combate, o campeonato estava decidido a favor da McLaren e aí sim, uma medida poderia ser tomada.
Mansell machucou a perna e precisou sair de ambulância da pista. Mesmo assim, a prova não estava dada como encerrada. Os comissários adiaram a relargada sucessivas vezes até que, depois de quase uma hora de espera e sem que a chuva desse trégua, a bandeira quadriculada foi agitada. Foram validados os resultados até a volta 14 e, com isso, Mansell acabou em segundo lugar. Primeiro e terceiro, Senna e Berger rumaram para uma improvisada cerimônia no pódio, sem os bonés dos patrocinadores oficiais e sem a companhia do piloto inglês, que estava sendo atendido no ambulatório. Na coletiva, Senna reclamava do absurdo que foi a corrida, alegando que percorrer a reta em terceira marcha não era correr.
Com apenas 16 voltas completadas e 14 válidas, o GP da Austrália de 1991 entrou para a história como a corrida mais curta disputada até hoje na Fórmula 1.
Nelsinho Piquet não fez um bom treino de classificação para o GP da Austrália. Atrapalhado em sua volta rápida pelo carro de Adrian Sutil, atravessado na pista, o brasileiro não passou da 21ª e penúltima posição. Quis o destino, entretanto, que o resultado fosse o mesmo obtido por seu pai também em sua estréia na Fórmula 1, há 30 anos.
Nelson Piquet participou de um GP pela primeira vez na Alemanha, em 1978, a bordo de um Ensign. E largou justamente no 21º posto, mas entre 24 carros. Na corrida, foi galgando posições até chegar a 12º, mas teve seu motor quebrado na 31ª volta.
- E Lewis começa o ano na frente, desbancando o favoritismo da Ferrari. Como de hábito em 2007, o inglês foi perfeito em sua volta rápida. Fez as melhores parciais de todo o treino e marcou a pole com autoridade.
- Campeonato inicia completamente embolado. A Ferrari não domina como se imaginava, mas também não está de todo fora da briga. A McLaren parece com um conjunto mais equilibrado e deve dominar o GP da Austrália, se tudo correr normalmente.
- Terceira força o caramba! Carro horroroso é a mãe! A BMW calou a boca de todo mundo (inclusive a minha) e mostrou que evoluiu com relação ao ano passado. Mas verdade seja dita: Kubica e Heidfeld tiveram que forçar muito para andar na frente. Pilotos da McLaren e da Ferrari pareceram guiar com mais cuidado. Em ritmo de corrida, acho que os alemães caem para terceiro. Mas é bom não duvidar.
- Falando em alemães: quatro pilotos de lá entre os dez primeiros no grid de largada. É a divisão Panzer em ação.
- Robert Kubica larga na primeira fila pela primeira vez na carreira. Esse polonês ainda vai dar muito o que falar.
- Ferrari decepcionou. Nem tanto pelo quarto lugar de Felipe Massa, mas principalmente pelo problema que eliminou Kimi Raikkonen da segunda classificação. Tenha sido pane seca ou tendo sido um problema na bomba de gasolina, esse tipo de coisa não pode acontecer com quem briga pelo título, logo na primeira prova. Este ano ela não terá escândalos de espionagem e problemas internos na McLaren para reverter um campeonato.
- Toyota evoluiu muito, colocando dois carros na superpole. Trulli, por sinal, vai largar à frente da Williams de Rosberg. A equipe inglesa não cumpriu o que dela se esperava.
- Vettel colocou a Toro Rosso na superpole, enquanto Bourdais caiu logo na primeira degola. Para um tetracampeão da Champ Car, ficou chato.
- Renault com sérios problemas. 12º e 21º lugares não são posições dignas da equipe. Que Alonso não faz milagre, a gente sabe. Mas não se imaginava que a o time fosse cair tanto. Menos mal para Nelsinho Piquet, não é apenas o seu grupo que está perdido. Pena que última fila na estréia é um resultado desanimador.
- A boa notícia do treino foi a Honda. Por pouco Barrichello não conseguiu se classificar entre os dez primeiros. Button, 13º, também não foi mal. O ano começa alvissareiro.
- Webber bateu e vai largar em 15º, mas não teve culpa. Poderia ter ficado entre os dez, fácil. Se Coulthard conseguiu, com o mesmo carro...
- Muita atenção na largada amanhã. Promessa de muitas trocas de posição, agora sem o controle de arrancada.
- Algo me diz que alguém vai achar o muro externo da entrada da reta dos boxes amanhã, tal qual Schumacher em 2006.
A Rede Globo de Televisão anuncia que o treino de classificação de logo mais passa ao vivo, com transmissão a ser iniciada às 23h45, horário de Brasília.
Deveria ser algo normal, mas vira notícia depois do que fizeram com os treinos do Japão e da China no ano passado, exibindo um VT com minutos de delay. Na dúvida, eu não estava contando com imagens ao vivo.
O resultado do terceiro treino livre para o GP da Austrália deu um nó na cabeça de todo mundo. Se não na de todos, pelo menos na minha. BMW fazendo dobradinha na frente, seguida de Renault. McLaren e Ferrari láááá atrás.
Ainda acho que não significa nada e quem faz a pole daqui a pouco será um carro prata ou um carro vermelho. Mas, se as duas equipes estão escondendo o jogo tão bem, correm o risco de nunca mais encontrá-lo.
Este é o espaço no qual Ivan Capelli fala sobre automobilismo e alguns pormenores do cotidiano, com seu ponto-de-vista bastante particular. Além disso, toda terça-feira, uma charge sobre automobilismo.
Jornalista, 30 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Além de manter este blog, Capelli colabora com o site Grande Prêmio, escreve uma coluna mensal no GP Total e co-produz e co-apresenta o podcast Rádio GP.