Felipe Massa protagonizou em Sivlerstone uma das corridas mais ridículas de um piloto da Ferrari na história. Na chuva, saiu rodando feito o "pião da casa própria" por pelo menos cinco vezes e chegou num merecido último lugar.
Antes disso, uma das maiores patuscadas já vistas a bordo de uma Ferrari na chuva havia sido de Alain Prost, que rodou sozinho na volta de apresentação no GP de San Marino de 1991, nem alinhou para a largada e decepcionou todos os tifosi, que lotavam o autódromo de Imola.
Você lembra de outro absurdo desses a bordo de uma Ferrari em pista molhada?
Qual o piloto que mais ganhou corridas em seu país de origem (nascimento ou não)? Algum foi campeão mundial vencendo a corrida que lhe deu o título em "casa"? - Marcelo Gasparini
Marcelo, como em praticamente todos os recordes da Fórmula 1, este é mais um que pertence a Michael Schumacher. O alemão venceu nove vezes em sua terra natal, sendo quatro GPs da Alemanha e cinco GPs da Europa, em Nürburgring.
O segundo colocado é Alain Prost, que venceu na França em seis oportunidades. Logo atrás vem Nigel Mansell, com cinco vitórias na Grã-Bretanha (quatro GPs da Inglaterra e um da Europa, em Brands Hatch) e Juan Manuel Fangio, com quatro na Argentina.
No entanto, se considerarmos apenas os Grandes Prêmios intitulados como do país de origem do piloto, aí o recorde pula para as mãos de Prost, com seis vitórias no GP da França. Em segundo ficam empatados Schumacher, Mansell e Fangio, com quatro triunfos em GPs da Alemanha, Inglaterra e Argentina, respectivamente.
E, para não ficar Schumacher demais neste blog, escolhi este recorde como mais importante e taquei uma foto do francês para ilustrar o tópico.
Sobre a segunda questão, dos "campeões em casa", fiz um post sobre isso no ano passado, você pode conferir aqui.
O único que garantiu seu título mundial correndo em casa até hoje foi Giuseppe Farina, campeão de 1950 em Monza. E ele também venceu a corrida. De lá para cá, nunca mais.
Demitido da Ferrari às vésperas da etapa final do campeonato de 1991, Alain Prost viu-se sem emprego para a temporada seguinte. As vagas das principais equipes já estavam todas ocupadas e o francês tinha duas alternativas para 1992: correr pela francesa Ligier ou tirar um ano sabático.
Convidado por Cyril de Rouvre, então dono da equipe, Alain Prost fez alguns testes com uma Ligier-Renault JS37 no começo da temporada, mas não gostou do que viu. Apesar de contar com motores iguais aos da Williams, o carro francês não era competitivo e Prost preferiu ficar descansando durante um ano, para retornar em 1993 numa equipe de ponta. Erik Comas e Thierry Boutsen, titulares do time, respiraram aliviados. Na época, dizia-se que Nelson Piquet também estava cotado para testar a Ligier, mas o acidente em Indianápolis o afastou de vez da Fórmula 1.
Cinco anos depois, já aposentado e tetracampeão, o francês viria a adquirir a Ligier, dando origem à Prost Grand Prix.
A turma do Fórum Downforce, além de bem-humorada, tem um dom ímpar de escavar coisas fantásticas na Internet. A última de todas é uma série de fotos de pilotos quando crianças. Em muitas das vezes, pagando micos icomensuráveis. Vejam alguns exemplos.
Felipe Massa, desde pequeno, imitando o Zacarias.
Apesar de todos os indícios apontarem para Juan Pablo Montoya, este também é Felipe Massa.
E o que dizer do desgrenhado e barbudo Chewbacca Button versão engomadinho?
Esta foto de Heikki Kovalainen só pode ser fruto de uma certa sordidez dos pais. Não há outro motivo para fazerem isso com um filho.
Falando em psicologia paterna, dá o que pensar esta imagem de Alonso fantasiado de piloto com apenas 3 anos. Até que ponto estes homens são o que são hoje porque escolheram ou porque foram impelidos a realizar um desejo reprimido dos pais?
Mas nenhum mico foi pior que este. Pobre Alain Prost, que provavelmente depois de ter feito alguma malcriação, foi colocado nesta espécie de vestido e fotografado.
O misterioso blogueiro de codinome VideosF1 subiu esta maravilha para o Youtube e me deu a dica. São as voltas rápidas de Ayrton Senna e Alain Prost nos treinos de classificação para o GP do Japão de 1989, editadas lado a lado. Dois gênios, com carros iguais, acelerando tudo na mesma pista.
Vale ressaltar que a volta de Prost era, originalmente, quase dois segundos mais lenta, mas foi acelerada para que fosse possível comparar os estilos dos pilotos a cada curva.
Interessante observar:
1) O quanto o carro de Senna pula. Prost guia mais suavemente, parecendo passear. 2) Senna parece segurar uma quinta marcha mais longa antes do hairpin, Prost chega a colocar a sexta. 3) Na subida para a curva Spoon, os dois trocam as marchas em momentos completamente diferentes. 4) O momento da freada para a chicane que antecede a reta dos boxes. Senna entra pendurado, com o carro abanando para todo lado, e segura o bicho com apenas uma mão no volante. Prost simplesmente freia, vira o carro e acelera, com sua habitual elegância.
Depois de ver isso, uma pergunta não quer calar. Quando vão acabar com o controle de tração mesmo?
Esse novo vídeo do Mario Jorge é para entrar para os anais da história da cara-de-pau. O que se passa é o seguinte: Alain Prost lidera o GP da Holanda de 1981, com outra Renault, de René Arnoux, em segundo. Luciano do Valle, o locutor na época, se embanana e diz que Arnoux é o primeiro.
Pela narração, você ouve que, quando eles passam pela primeira vez na reta de chegada, ele silencia. Provavelmente percebeu, ou foi alertado, que as posições eram outras. O que ele faz? Em vez de corrigir, insiste que Arnoux é o primeiro. A câmera fecha sobre a Renault de Prost e ele confirma: "aí está René Arnoux".
Como ele resolveu o problema? No momento em que as câmeras não mais flagram os líderes, ele inventa que houve um enrosco na saída da curva Tarzan, que Jones, o terceiro, quase liderou, e que Alain Prost assumiu a liderança.
Luciano do Valle inventou uma ultrapassagem!!! Só vendo para crer. Aí está o vídeo.
Este é o espaço no qual Ivan Capelli fala sobre automobilismo e alguns pormenores do cotidiano, com seu ponto-de-vista bastante particular. Além disso, toda terça-feira, uma charge sobre automobilismo.
Jornalista, 30 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Além de manter este blog, Capelli colabora com o site Grande Prêmio, escreve uma coluna mensal no GP Total e co-produz e co-apresenta o podcast Rádio GP.