A notícia caiu como uma bomba ontem: a FIA suspendeu a audiência de apelação do caso de espionagem agendada para a quinta-feira da próxima semana e convocou em seu lugar uma nova reunião do Conselho Mundial, chamando também a McLaren para prestar explicações.
Para bom entendedor, meia palavra basta. A FIA informou que reuniria o Conselho novamente caso tivesse conhecimento de alguma prova de que a McLaren obteve vantagens com o material roubado da Ferrari. Informação esta que já foi confirmada, a entidade tem novos indícios.
Resumo da ópera: a McLaren está lascada. Alguma punição agora virá... só resta conhecer a sua magnitude.
Mau palpite, puro chute: duas provas de suspensão. Exclusão do campeonato seria forte demais e a FIA não joga contra o próprio patrimônio. Retirar pontos do Mundial de Pilotos geraria muita confusão. Uma eliminação do Mundial de Construtores seria até provável... a equipe sofreria grandes sanções econômicas e sobraria mais para os outros times na divisão das cotas.
Suspendendo por duas corridas, o time sofreria uma punição relativamente severa, o campeonato ficaria embolado para as duas etapas finais e não haveria a sensação de pizza no ar. Seria a solução menos danosa para a imagem do campeonato, da equipe e da entidade.
Mas ponderando o que deve ser ponderado: se a punição prevista em regulamento para situações como esta é a de exclusão do campeonato, a McLaren deveria ser excluída. Entretanto, não é o que deve acontecer. Os interesses econômicos geralmente ficam acima das leis e a gente sempre aceita como natural.
Este é o espaço no qual Ivan Capelli fala sobre automobilismo e alguns pormenores do cotidiano, com seu ponto-de-vista bastante particular. Além disso, toda terça-feira, uma charge sobre automobilismo.
Jornalista, 30 anos, um chato que dá pitaco em quase tudo sobre automobilismo. Além de manter este blog, Capelli colabora com o site Grande Prêmio, escreve uma coluna mensal no GP Total e co-produz e co-apresenta o podcast Rádio GP.